09 maio 2013

Ginseng da Madá - a verdade

Estou um tanto quanto atrasado para escrever este post a respeito do Ginseng da Madá!
Há mais de um ano, Antônio César, um dos leitores do meu blog, me deu esclarecimentos a respeito dessa planta que na verdade não é ginseng, mas sim cúrcuma ou falso açafrão, cujo nome científico é Curcuma Zedoaria. 
A partir disso, dei uma pesquisada.
Num primeiro momento, fiquei sabendo que os rizomas da cúrcuma, aqueles tão conhecidos, de um amarelo-intenso, são muito utilizados no sul da Índia: servem para dar cor e acentuar o sabor dos pratos.
Esperei as folhas secarem - esta é a época  apropriada para desenterrá-los:


Mas……
Qual não foi a minha surprêsa?
Os rizomas eram azuis!!!!!!


 E não de cor amarelo-intenso como eu esperava!!!!!!!!!


E com um sabor extremamente desagradável!
Jamais utilizaria isso como tempêro para prato algum!
Pensei: a cúrcuma é tão popular, mas onde está a graça de toda essa popularidade?
E essa cor azul…. tem alguma coisa errada…..

Dei mais uma pesquisada.

Me deparei com várias espécies de cúrcuma: e agora, qual é a minha?
Passei as fotos da minha plantação de cúrcuma para a blogueira e nutricionista Neide Rigo, na expectativa que ela pudesse me dar maiores informações a respeito.
Muito gentilmente, ela me informou que de fato, conforme havia citado Antônio César, a cúrcuma que eu possuo é a Curcuma Zedoaria, a de flor rosa, mas, que não é a espécie utilizada para tempêro. Para essa finalidade teria que ser a Curcuma Longa, a de flores brancas:


O enigma estava solucionado!
As informações que coletei a respeito da Curcuma Zedoaria, que é a espécie que eu possuo, é que seus rizomas tem propriedades medicinais, entre elas: aumentam a eficácia da quimioterapia e radioterapia em tratamentos de câncer, também são utilizados contra bronquites, cálculos renais, úlceras gástricas, insônias, para reduzir a taxa de colesterol no sangue e ativar a circulação sanguínea.
Não pesquisei muito a respeito, mas posso afirmar que os rizomas medicinais são utilizados em forma de chás, tinturas e extratos e não devem ser utilizadas por gestantes nos 3 primeiros meses de gravidez e também, por lactantes.
Antônio César estava certo a respeito do nome científico da minha cúrcuma, porém, equivocado com relação ao nome popular "falso-açafrão", que é peculiarmente atribuído à espécie Curcuma Longa. Em todo caso, agradeço imensamente à ajuda de todos, que foram de grande valia!

29 abril 2013

Abobrinha brasileira alla bolognese



Hoje me deu um branco total sobre o que preparar para a janta!
Corrí pro supermercado, ví as abobrinhas. 
Comprei.
A princípio seria um refogado de abobrinhas……. mas, só isso??????
Ah não!
Revirei a geladeira, cata um negócio aquí, outro alí, e assim surgiu a idéia da abobrinha brasileira alla bolognese!
Dilixioso!!!!!!!!!!!!

Ingredientes:
- 850 g de abobrinha brasileira
- 250 g de lagarto moído
- 200 g de mozzarella ralada
- 1/2 receita de ragù básico alla Kamikaze
- 1 colher (sobremesa) rasa de sal
- 1 colher (sobremesa) rasa de aji-no-moto
- azeite de oliva
- orégano a gosto

Modo de preparo:
- Corte as abobrinhas no sentido transversal, com a casca, em fatias de aproximadamente 1/2 cm. Reserve.
- Pegue um pedaço de papel alumínio 2,5 vezes maior que o tamanho da grelha de fogão, disponha as fatias de abobrinha ocupando a metade do papel. Dobre a outra metade sobre as abobrinhas, em seguida dobre bem todas as laterais. A idéia é que o vapor não escape enquanto elas são grelhadas.
- Coloque o pacote na grelha e leve ao fogo baixo, grelhando por 10 minutos de cada lado.
- Pegue uma assadeira ou refratário de aproximadamente 17 x 27 cm, unte com azeite de oliva e monte o prato na seguinte ordem: metade das fatias de abobrinhas grelhadas, lagarto moído, polvilhe sal e aji-no-moto, a outra metade das fatias de abobrinhas grelhadas, o ragù básico alla Kamikaze, a mozzarella ralada e por fim, o orégano.
- Cubra com papel alumínio e leve ao forno alto por 30 minutos. Sirva em seguida.

23 abril 2013

Desenformando meu toofu fresquinho!



Hoje preparei novamente meu toofu caseiro, seguindo os mesmos passos já explicados anteriormente aquí, só que desta vez utilizei 600 g de soja, o que rendeu um toofu de 1,100 Kg!
Deu trabalho, não posso negar - 2 horas só para obter o leite de soja, mas, valeu a pena!

Depois de dar uma aparadinha nas rebarbas, ele ficou mais apresentável:

22 abril 2013

Jantar de hoje: sukiyaki special!



Filé mignon bovino, toofu momen, abura ague, gobo, shimeji, acelga, repolho, cebola e cebolinha!
E lá no fundinho, junto com o caldo, um pouquinho de udon!
Quer mais?

15 abril 2013

Sopinha batida de legumes e músculo bovino

Hoje acordei com mal-estar e tão indisposto, que eu tive que me deitar novamente por 15 minutinhos, pois não estava aguentando nem ficar sentado!
Na esperança de ficar melhorzinho, preparei uma panelona de uma sopa bem rica em nutrientes para ir tomando nas próximas refeições, começando hoje e até que ela se acabe e, quando essa hora chegar, eu esteja cheio de energias para retomar meus afazeres do dia-a-dia!


Para esta sopa, você pode utilizar os legumes que estiverem disponíveis em sua geladeira. No meu caso, comprei apenas o músculo bovino em pedaços, que cozinhei por 20 minutos na pressão, em fogo brando. Na sequência, acrescentei feijão branco, que ficou de molho durante a noite e cozinhei por mais 10 minutos. Por fim, acrescentei abobrinha italiana, cenoura e chuchu em pedaços, coloquei mais água e cozinhei por mais 10 minutos.
Passado o tempo, transferí tudo para o liquidificador. Como a intenção era manter "pedacinhos" dos ingredientes sem quebrar muito as fibras, dei apenas 2 pulsadas e voltei tudo para a panela novamente.
Temperei com sal, aji-no-moto, hondashi e um pouquinho de manteiga.
Acrescentei acelga picada, 2 gemas batidas que estavam disponíveis na geladeira, misturei tudo e mandei ver!
Ah! Já ia me esquecendo!!!!!!! Cozinhei e coloquei um pouquinho de macarrão bucatini (furadinho) nº 5!

08 abril 2013

Panquecas de carne bovina e proteína de soja

Hoje foi dia de panquecas!
Nada de especial, foram as tradicionais mesmo! Renderam 6 unidades!
Para acompanhar, uma deliciosa sopinha amanteigada de legumes:


Ingredientes do recheio:
- 250 g de lagarto moído
- 50 g de proteína texturizada de soja em grãos
- 150 g de queijo mozzarella ralado
- 1 colher (sopa) rasa de alho picado
- 1 colher (sobremesa) rasa de sal
- 1 colher (sobremesa) rasa de aji-no-moto
- óleo de canola

Ingredientes da massa:
- 1 e 1/2 copo (americano) de leite desnatado
- 1 e 1/2 copo (americano) de farinha de trigo
- 1 ovo extra grande
- 2 colheres (sopa) de azeite de oliva extra-virgem
- 1 colher (sobremesa) rasa de sal

Ingredientes da finalização:
- 1/2 receita de ragù básico alla Kamikaze

Modo de preparo do recheio:
- Coloque a proteína texturizada de soja em uma tigela, cubra com água fervente e deixe hidratando por 15 minutos. Passado o tempo, escorra a água com o auxílio de uma peneira e enxágue bem sob a torneira da pia. Esprema bem o excesso de água e reserve.
- Coloque 2 fios de óleo de canola numa frigideira. Assim que esquentar, coloque o alho picado. Dê uma salteada e acrescente a carne moída. Tempere com sal e aji-no-moto enquanto mexe e mistura tudo, até a carne ficar cozida
- Acrescente a proteína texturizada de soja, misture tudo muito bem e desligue o fogo. Reserve.

Modo de preparo da massa:
- Coloque todos os ingredientes no liquidificador, começando pelos líquidos e bata até a massa ficar uniforme.
- Coloque um fio de óleo de canola numa frigideira anti-aderente de aproximadamente 22 cm de diâmetro. Pegue um pedaço de papel toalha e espalhe o óleo uniformemente por toda a frigideira. Leve ao fogo alto, assim que esquentar, abaixe o fogo e despeje uma concha da massa, de forma que ela cubra toda a superfície da frigideira. Dependendo do tamanho da concha, a quantidade de massa pode ser maior ou menor. O importante é que a camada seja fina. Doure dos dois lados e transfira o disco para um prato. Faça isso com todo o restante da massa, espalhando mais óleo na frigideira se necessário.

Montagem:
- Coloque o ragù básico alla Kamikaze numa panela e leve para aquecer.
- Divida o recheio e o queijo pelo número de discos. Normalmente rendem 6 discos, mas tudo dependerá da espessura da massa.
- Pegue um disco de massa, coloque uma porção do recheio e uma de queijo mozzarella.
- Enrole as panquecas de forma que não fiquem frouxas e coloque-as num refratário.
- Leve ao microondas na potência máxima por 2 minutos.
- Regue com o ragù e sirva.

01 abril 2013

Bifes de carne moída ensopados em ragù de tomates



Hoje me deu vontade de comer "algo" alla parmigiana, mas ao mesmo tempo, não queria preparar esse "algo" frito. Entenderam? Claro que não! Kkkkkkk……
Vou explicar melhor: é que os pratos alla parmigiana tem o ingrediente principal empanado e frito, coberto com queijo e molho de tomate. No meu caso, queria o "algo" não frito, mantendo o queijo e o molho de tomate!
Foi então que me veio a grande idéia de preparar bifes de carne moída, cozidos em ragú de tomates!
Observação: como não foram fritos, não os chamei de alla parmigiana!

Ingredientes dos bifes:
- 400 g de alcatra com maminha moída
- 1 ovo médio
- 2 colheres (sopa) cheias de farinha de trigo integral
- 1 colher (chá) rasa de sal
- 1 colher (chá) rasa de aji-no-moto

Ingredientes do ragú:
- 1/2 receita de ragù básico alla Kamikaze
- 100 ml de água

Ingredientes da finalização:
- 200 g de queijo mozzarella fatiado ou ralado

Modo de preparo dos bifes:
- Coloque todos os ingredientes numa bacia e misture bem com as mãos.
- Pegue uma porção da massa e molde os bifes no tamanho desejado, preferencialmente em formato ovalado. Reserve.
- Coloque o ragù básico alla Kamikaze numa frigideira alta juntamente com a água e aguarde ferver.
- Acrescente os bifes, cuidadosamente, um a um, lado a lado. Abaixe o fogo e deixe cozinhando por 10 minutos com a frigideira parcialmente tampada.

Montagem:
- Coloque o bife no prato e sobre este o queijo mozzarella. Leve ao microondas por 30 segundos na potência máxima, para que o queijo derreta. 
- Verta o ragù e sirva.

25 março 2013

Matsutake??? Nããão!!!!!!!!!!!

Lembram do meu post de ontem, que eu falava sobre os cogumelos que brotaram no meu pomar?
Não eram matsutake!!!!!!!!!
Hoje passei pelo local para tirar mais fotos e qual não foi a minha surprêsa:


Eles se abriram!!!!! Ou se alargaram, seria o termo correto?????
Ah, sei lá, desabrocharam!!!!!!!
Mostraram sua verdadeira cara!!!!
Uma cara que, por sinal, parece esconder uma boa dose de veneno mortal! Kkkkkkkkk………

24 março 2013

Matsutake???

Depois de tanta chuva, hoje, passando pelo meu pomar, avistei estes lindos cogumelos!


Logo pensei: será que são matsutake?
Muita audácia a minha, né? Achar que o matsutake iria brotar logo aquí na minha casa! Kkkkkkk…..
O matsutake é um cogumelo muito difícil de se encontrar, apesar de ser de fácil cultivo. Cresce em baixo de árvores e é normalmente escondido por folhas caídas. Matsutake, em japonês, quer dizer literalmente, cogumelo de pinheiro.
Raro, de sabor intenso e de cheiro único, o matsutake japonês custa quase a mesma coisa que as trufas custam na Europa. Dependendo muito da sua qualidade, disponibilidade e origem, podem ultrapassar os 2000 dólares/Kg.
Abaixo uma foto de como é o verdadeiro matsutake:


Parecidos, não?
Pois é...... deu uma vontade de comer..........
Meu medo não é de ficar alucinado, é do prato ser o derradeiro!
Kkkkkkk........

20 março 2013

Kamaboko caseiro de tilápia



Há muito tempo que venho querendo preparar meu kamaboko caseiro, mas sempre que passava na peixaria, não encontrava nenhum peixe apropriado para isso.
Hoje, quando ví aquelas tilápias fresquinhas, não tive dúvidas! Mandei tirar o filé e pensei: de hoje não passa!
Pode ser preparado também com outros tipos de peixes brancos, contanto que sejam frescos e firmes.
Antes que vocês achem estranho, meu kamaboko, não foi moldado sobre a tabuinha típica desse alimento, pois eu não providenciei uma! Achei desnecessário, já que seria para consumo próprio e esse detalhe não iria alterar seu sabor, que ficou perfeito! Se não idêntico ao comprado nas lojas orientais, melhor!
Mas o visual...... me desculpem!!!!! Levemente desengonçado, a cor puxando mais para o kanikama..... coisas de novato na área! Kkkkkkk.......
Renderam 3 unidades!

Ingredientes:
- 750 g de filé de tilápias frescas
- 100 ml de água
- 2 claras de ovos grandes
- 2 colheres (sopa) rasas de adoçante culinário
- 1 colher (sopa) rasa de sal
- 2 colheres (chá) cheias de aji-no-moto
- 90 g de amido de milho
- anilina vermelho forte (opcional)

Modo de preparo:
- Processe o filé de tilápia até obter uma massa. 
- Continue processando, acrescentando a água em 2 vezes.
- Junte as claras e continue processando.
- Quando a massa começar a ficar compacta, acrescente o adoçante, o sal e o aji-no-moto. Continue processando e acrescente o amido de milho.
- Quando a massa estiver lisa e uniforme, transfira-a para um filme plástico de 30 x 30 cm, formando um quadrado de 20 x 20 cm:


- Pincele opcionalmente toda a superfície com uma mistura de anilina e água.  Isto dará um acabamento interno, ao mesmo tempo que o deixará visualmente mais apetitoso. A tonalidade fica a seu critério: pode ir do rosa claro ao vermelho:


- Com o auxílio do próprio filme plástico, enrole a massa cuidadosamente como se fosse um rocambole - ela gruda no filme plástico, portanto, vá com calma: desgrudando e enrolando. Se preferir, coloque por baixo uma esteira para enrolar sushi - isso dará mais firmeza.
- Pincele opcionalmente a superfície superior com uma mistura de anilina e água, para dar o acabamento externo, lembrando que após o cozimento, a cor tende a clarear devido ao vapor:


- Descarte o filme plástico, coloque a massa numa panela de cozimento a vapor e cozinhe em fogo baixo por 20 minutos.
- Passado o tempo, abra a panela e retire cuidadosamente a grade com o peixe, que provávelmente estará grudado na mesma. Com o auxílio de uma espátula, desgrude cuidadosamente o kamaboko e mergulhe-o numa bacia com água e gêlo por alguns minutos. Mantenha sob refrigeração em recipiente tampado.
Pode ser congelado, mas fica borrachento, portanto, o ideal é preparar uma quantidade que seja consumida em poucos dias.

Muito utilizado em sopas ou cozidos japoneses, também pode ser consumido como petisco simplesmente fatiado e temperado com aji-no-moto, molho de soja e sumo de limão.