24 março 2017

E lá fui eu de novo, prá mesa de cirurgia!

Lembram da minha fratura de clavícula, onde eu tive que colocar uma placa e 6 parafusos?
Pois é. Não sei como aconteceu o que eu vou relatar a seguir.
Talvez porque eu não paro quieto, talvez devido a má posição durante o sono, talvez devido aos procedimentos aconselhados pela fisioterapeuta, talvez uma urucubaca! Kkkkkkk
Em menos de um mês após a cirurgia, já achei que estava tudo bem voltar a trabalhar, por minha conta e risco (claro!), A cirurgia foi no dia 04/11/2015. Voltei a trabalhar no dia 01/12/2015.
Estava tudo bem, nada me incomodava e conseguia levar tudo numa boa.
No dia 15/12/2015, no retorno ao Ortopedista, tirei um raio X e estava tudo normal, como vocês mesmo podem ver:


No dia 18/12/2015, finalmente me chamaram para fazer a fisioterapia. Achei que já ia começar naquele dia, só que não, foi sómente uma entrevista com a fisioterapeuta para que ela soubesse das minhas condições na época. As sessões de fisioterapia estavam sobrecarregadas, não haviam vagas e tudo dependeria das condições do paciente - se fosse um caso urgente, eles dariam um jeito de encaixar, caso contrário, não. Visto que minhas condições eram boas, não fui encaixado e teria que aguardar vaga. A fisioterapeuta disse que enquanto eu aguardasse a vaga, eu poderia ir fazendo os exercícios em casa mesmo, que não eram difíceis e que ela me explicaria detalhamente na sequência, utilizando objetos caseiros como garrafas de água e cabos de vassoura.
Tudo bem. Saí de lá e iniciei os exercícios no dia seguinte. Fazia-os ao ar livre, sob o sol, pois assim já aproveitava e garantia a minha dose de vitamina D diária.
Só achei que a garrafa de água estava um pouco pesada para ser utilizada como instrumento de exercício, mas continuei fazendo assim mesmo.
No dia seguinte, esvaziei um pouco a garrafa para torná-la mais leve e continuei os exercícios.
No 4º dia, dia 22/12/2015, enquanto dormia, sentí uma dôr muito forte na clavícula. Pessoal, me considero uma pessoa muito abençoada porque com exceção desse dia e da hora que eu havia acabado de despertar da anestesia da cirurgia, nunca sentí dôr alguma na clavícula. Os Espíritos médicos estavam todos intercedendo a meu favor e até o presente momento, não sentí mais dôr alguma. A primeira coisa que me veio à cabeça, foi que a causa da dôr foram os exercícios de fisioterapia feitos em casa.
Parei de fazê-los a partir de então. Como eu já movimentava a clavícula durante o trabalho, achei que o próprio trabalho já seria uma ótima fisioterapia.
E assim foi. Continuei trabalhando numa boa e os dias foram passando, sem dôr alguma.
No dia 16/02/2016, no retorno ao Ortopedista, tirei um raio X e para minha surprêsa um dos parafusos havia saltado para fora da placa:


Não me recordo exatamente quando foi, mas é evidente que eu notei a cabeça do parafuso “forçando” a minha pele, justamente por ser uma região só com pele e sem músculos:


Não se assustem. Esse calombo na clavícula, próximo ao parafuso saltado, é o chamado calo ósseo. Após a fratura, o organismo é capaz de fabricar novamente o osso, envolvendo os pedaços quebrados, ocorrendo um aumento da espessura óssea, favorecendo assim a cicatrização, formando um osso tão sólido quanto antes da fratura - provávelmente esse osso está tão duro quanto o osso da clavícula esquerda, que não foi fraturado. Apesar que no meu caso cresceu tanto, que acho que seria um calombo mesmo! Kkkkkkk
O Ortopedista não me disse a causa do parafuso ter saído do lugar, disse apenas que “acontece”. Disse que naquelas condições, o parafuso poderia perfurar a minha pele e perguntou se eu gostaria de remover todos eles.
Pessoal, já pensou aquilo perfurando a minha pele????????
Não pensei duas vezes - quero operar!
Ele então me passou os exames de sangue para fazer e me encaminhou também para a Cardiologista, para saber se eu corria algum risco de complicação cardio-vascular.
Fiz os exames de sangue no dia 28/04/2016 e passei pela Cardiologista no dia 10/05/2016, que me mandou fazer um eletrocardiograma e um raio X dos pulmões.
No dia 17/05/2016, fiz o eletrocardiograma e no dia 02/08/2016, o raio X dos pulmões. Quando ví o laudo do raio X, estava escrito que havia um granuloma. Foi aí que eu comecei a ficar estressado. Já achei que estava com câncer e essas besteiradas todas.


Chegando em casa, já comecei a pesquisar tudo o que eu encontrava sobre granuloma nos pulmões. Pelo que eu pude entender, quando o granuloma tem a forma definida, é muito provável que seja benigno. Mas isso não me acalmou nem um pouco. Tinha que ouvir do próprio médico que aquilo não era nada.
O retorno à Cardiologista, levou uma eternidade. Não entravam em contato comigo e várias vezes tive que ir à Ouvidoria fazer a reclamação/cobrança.
Resumindo, a Ouvidoria disse que tentaram entrar em contato comigo, mas ninguém atendia o telefone. Agora eu me pergunto, deixei o meu telefone, telefone de recado e celular. Como é possível ninguém conseguir entrar em contato comigo??????
Enfim. No dia 12/12/2016, 7 meses depois, finalmente, retornei à Cardiologista. Ela analisou o eletrocardiograma, que estava OK, porém, o granuloma que apareceu no raio X dos pulmões, não sendo especialidade dela, me encaminhou ao Pneumologista. Me entregou um laudo, dizendo que eu estava apto para a cirurgia.
O Pneumologista foi marcado para o dia seguinte, 13/12/2016, o que me deixou mais encanado ainda, tipo “será que meu caso é de vida ou morte”? Mas segundo a atendente, era porque havia uma vaga no dia seguinte, então eu tive sorte.
O Pneumologista, por sua vez, disse que na opinião dele, aquilo não passava de uma cicatriz, ou seja, nada que eu devesse me preocupar, mas que por via das dúvidas, iria mandar eu fazer uma tomografia. Foi então que eu me lembrei que quando eu fraturei a clavícula, aquela região doía muito, já que a costela havia sido trincada. Então concluí que a cicatriz que o médico se referia, fosse a da costela trincada.
No dia 27/12/2016, um novo retorno ao Ortopedista, para levar os exames feitos. Os exames de sangue. que foram feitos no final de abril, já estavam obsoletos, ou seja, teria que refazê-los.
No dia 29/12/2016, fiz a tomografia. Estava com um pouco de receio, já que o Pneumologista pediu que fosse feito com contraste. Sou leigo no assunto, não sei muito sobre a gravidade de fazer uma tomografia com contraste. Chegando no laboratório, aguardei minha vez. Quando fui chamado, me disseram que fariam uso do contraste só se fosse estritamente necessário, caso contrário fariam a tomografia normal. Foi aí que eu dei uma relaxada!
No final das contas, não foi preciso usar o contraste e eu saí de lá aliviado: não é disso que eu morro! - mais uma etapa vencida!
No dia 10/01/2017, retornei ao Pneumonolgista com o resultado da tomografia. Não havia nada de ruim, a tomografia indicava que estava tudo OK com meus pulmões e eu estava liberado!
No dia seguinte, 11/01/2017, refiz os exames de sangue e no dia 31/01/2017, retornei ao Ortopedista com todos os exames e ele marcou a cirurgia para o dia 20/02/2017. Eu teria que estar no hospital as 7:00 hs da manhã. Deixei todas as minhas coisinhas prontas na véspera: algumas roupas, produtos de higiene pessoal, e claro, algumas comidinhas extras. Apesar de eu adorar comida de hospital, a comida daquele hospital é muito ruim! Kkkkkkk! Experiência própria! Não podia levar coisas que estragassem, então estava meio limitado. Acabei levando algumas frutas, bolachas, salaminho fatiado, 1 pepino japonês e 1 ovo cozido.
Acordei as 6:15 hs e fui caminhando até o hospital - aproximadamente umas 8 quadras. Não queria ir de carro porque eu teria que deixá-lo estacionado na rua, já que muito provávelmente, na melhor das hipóteses, eu só teria alta no dia seguinte. Mesmo que eu fosse de carro, e se eu não tivesse como dirigir na volta?
Fui atendido por volta das 7:30 hs. Se eu soubesse, teria dormido mais um pouco!
Depois de passar pelo médico e fazer as fichas de internação, finalmente, por volta das 9:00 hs já estava em meu leito. Haviam 2 camas no quarto, mas só eu de paciente - “antes só do que mal acompanhado”, pensei. 
Como eu já estava em jejum absoluto desde as 23:30 hs da noite anterior, o médico mandou preparar um soro glicosado para que eu não tivesse um ataque de hipoglicemia até o momento da cirurgia. A desgraçada da enfermeira teve a capacidade de me furar 3 vezes para colocar a punção venosa (acho que é assim que se chama), é tipo um cateter com uma agulha ENORME de silicone que fica espetada na veia para poder aplicar soro e medicamentos. Na primeira vez ela me furou e logo depois achou que a veia estava muito fina e tirou a agulha. Não acreditei que eu estava vendo aquilo. Não deu nem tempo de eu falar nada, só de pensar “essa maluca vai me furar de novo!”.
Na segunda vez, ela me furou, mas ao aplicar o soro, o ardência que eu sentia era tão grande que eu não estava aguentando, cada gota que pingava, parecia que estava cortando minha veia - então ela tirou de novo a agulha. Formou até uma bolota no local!
Na terceira vez, finalmente deu certo, pegou uma veia “boa” e ficou lá mesmo.
Cada vez que ela me furava, me dava a maior aflição em ver aquela agulha enorme e grossa entrando na minha veia!
Fiquei deitado na cama, aguardando me chamarem. Elevei meu pensamento aos Espíritos médicos para que me assistissem e intercedessem por mim. Tudo iria dar certo, tinha certeza disso!
A espera foi longa e a TV não pegava bem. Fechei a janela e tentei cochilar.
Finalmente por volta das 16:00 hs vieram me chamar. Me lembro de ter ido para o centro cirúrgico e de ter deitado na mesa de operação. Aplicaram um remédio na minha punção venosa e foi me dando uma tontura….. tudo girava……. 
Quando acordei, a cirurgia já havia sido finalizada. Não parava de tossir. Alguma coisa arranhava minha garganta e me incomodava muito. Disseram que era por causa da anestesia. 
Heim???!!?!?!?!?!?!
Voltei para o quarto por volta das 18:00 hs, depois de tirar um raio X da clavícula:


(foto em breve!)

Chegando no quarto, logo de cara, já percebí meio que incomodado, que colocaram mais um paciente no outro leito. Eu ainda estava na maca e as enfermeiras queriam me passar para o leito. Como eu não sentia dor nenhuma, pedí a elas que me ajudassem a sentar na maca (“Como? Você acabou de passar por uma cirurgia! “ disseram indignadas) e por conta própria, me deitei no leito.
Logo fiz amizade com meu companheiro de quarto, já que eu estava perguntando onde tinha um bebedouro de água para a enfermeira e os familiares dele, me ofereceram a água geladinha da garrafa térmica deles, tipo insistindo. Aceitei. O outro paciente havia literalmente moído o cotovelo num acidente de trânsito! Ele estava com um fixador externo, um trambolho enorme que perfurava a pele e atravessava os ossos e se queixava frequentemente da dor que sentia. Foi nessa hora que, novamente, eu me sentí um ser abençoado por ter corrido tudo bem e não ter sentido nem dor.
Estava sem fome, mas com um pouquinho de náuseas. No local da cirurgia, a pele repuxava um pouco acredito eu, por causa dos pontos, mas não sentia dor. A tosse não passava.
Fui comer depois das 23:00 hs - uma sopa que já estava fria e metade de um pepino, o que eu havia levado por precaução. Não estava com fome ainda, mas como logo seria hora de apagar as luzes, não queria ficar incomodando meu vizinho de cama, acendendo a luz no meio da madruga. Poderoso aquele soro glicosado heim, pensei eu! A essas horas ainda sem fome? O bom, foi que não dava vontade nenhuma de ir ao banheiro, nem prá fazer xixi! Afinal não havia nem água no meu estômago!
A tosse me atormentou a noite toda. Não fosse isso, teria dormido bem. Segundo a enfermeira da madrugada, a tosse era devido ao ar-condicionado do centro cirúrgico, que é um verdadeiro freezer.
No dia seguinte, na parte da manhã, um dos médicos foi lá no quarto e disse que eu já podia voltar para casa.
Tomei o café da manhã . No pão que me deram, eu coloquei algumas fatias de salaminho, que eu também havia levado por precaução e depois comí uma maçã, que eu “idem”! Kkkkkkkkkk 
Eu ganhei um pão de leite e meu vizinho de cama, sua acompanhante e uma outra visita, ganharam pão francês. Não sei porque só o diabético (eu) teve o privilégio (ou o azar?) de ganhar um pão de leite, já que todos eles são feitos com farinha branca. Eu acho que o pão francês ficaria infinitamente mais saboroso com o salaminho…… mas só pude achar mesmo……..
Mais tarde preenchí questionários sobre o atendimento, burocracia vai, burocracia vem, fiz um pouquinho de fisioterapia para correr o sangue no corpo, e dorme…… e medem minha pressão, que por sinal esteve ótima o tempo todo, variando de 10 por 7 para 12 por 8 e dorme……..
Quando me dei conta, já era quase hora do almoço. Resolví ficar para o almoço então! Kkkkkkk
Uma comidinha simples, mas deliciosa (achei que melhorou - será que foi por causa da nova direção?): arroz, feijão, repolho refogado e carne moída. E claro, as precauções que eu havia levado: a outra metade do pepino e de sobremesa, uma ameixa.
Ah, depois disso, a tosse finalmente passou mas eu já tinha tossido tanto até então, que eu sentí que acabou inflamando a garganta! Aff…….
Detalhe: sobraram as bolachas e o ovo cozido, que eu não comí.
Saí do hospital por volta das 12:30 hs. Segundo a assistente social, não havia mais o serviço de leva e traz, de forma que eu tive que voltar andando prá casa, afinal o que são 8 quadras? Não fosse o impiedoso sol escaldante do meio-dia e as 2 mochilas que eu levei, não seria nada.
Já comecei a fazer “minhas coisinhas” no mesmo dia, já que não estava incomodando, mas, com muuuuuito cuidado para não abrir os pontos, se não, não há Legião de médicos que dê conta, né?
Finalmente, no dia 8 de março retirei os pontos e não terei mais que retornar ao ortopedista.
Mais uma missão (?) cumprida!
E vamos que vamos, seguindo em frente!

06 março 2017

Lasagna recheada com berinjela, queijo fresco, mozzarella e toofu



Hoje preparei uma lasagna bem light. Não queria preparar uma lasagna grande, então, o desafio foi montá-la numa assadeira maior, de forma que ela não desmoronasse. Nada complicado. 
As lâminas de lasagna tendem a se expandir um pouco depois de cozidas. Colocando 2 lâminas cozidas lado a lado, forma-se um retângulo de aproximadamente 22 x 16 cm. A menor assadeira que eu tenho e que comportaria essas medidas, tem 30 x 17 cm. Como fazer então?
Simples.
Basta pegar um pedaço de papel alumínio e moldar uma assadeira do tamanho necessário, no caso, 22 x 16 cm, em outras palavras, vocês irão fazer uma assadeira de papel alumínio nessas medidas. Como o papel alumínio é bem maleável, num piscar de olhos ficará pronta! Depois, é só colocar essa-pseudo assadeira dentro da assadeira grande, montar a lasagna e mandá-la para o forno! Ela não irá desmoronar, ficará certinha e de quebra, não sujará a assadeira! Kkkkkkk

Ingredientes:
- 6 lâminas de lasagna de aproximadamente 15 x 9 cm ou similar 
- 250 g de berinjela
- 200 g tomates italianos
- 100 g de queijo mozzarella
- 150 g de toofu
- sal a gosto
- aji-no-moto a gosto
- óleo de canola
- orégano a gosto

Modo de preparo:
- Descarte as extremidades da berinjela e corte-a com a casca, no sentido transversal, em fatias de aproximadamente 1 cm de espessura.
- Unte uma wok com óleo de canola e leve ao fogo alto. Assim que esquentar, abaixe o fogo e coloque as fatias de berinjela lado a lado. Assim que dourarem na face inferior, vire-as. Assim que dourarem a outra face, desligue o fogo. Reserve.
- Corte os tomates italianos, o queijo Minas fresco, o queijo mozzarella e o toofu em fatias finíssimas. Reserve.
- Cozinhe as lâminas de lasagna até que fiquem al dente. Escorra, corte cada lâmina em 3 partes iguais no sentido da largura, totalizando 6 lâminas menores e reserve.
- Caso não possua uma assadeira de aproximadamente 22 x 16 cm, coloque a assadeira de papel alumínio dentro de uma assadeira maior e unte-a com óleo de canola. Monte a lasagna na seguinte sequência: 
     - 2 lâminas de lasagna lado a lado
     - fatias de toofu uniformemente distribuídas
     - fatias de berinjela uniformemente distribuídas
     - polvilhar aji-no-moto a gosto
     - polvilhar sal a gosto
     - 1/3 do ragù uniformemente distribuído
     - 2 lâminas de lasagna lado a lado
     - fatias de queijo Minas fresco uniformemente distribuídas
     - fatias de tomate uniformemente distribuídas
     - polvilhar aji-no-moto a gosto
     - polvilhar sal a gosto
     - fatias de queijo mozzarella uniformemente distribuídas
     - restante do ragù uniformemente distribuído (reservar um pouco para a finalização)
     - 2 lâminas de lasagna lado a lado
     - ragù reservado para a finalização uniformemente distribuído
     - polvilhar orégano a gosto
     - Leve ao forno alto por 40 minutos. Sirva em seguida.

27 fevereiro 2017

Cuscuz de tapioca hidratada, coco e abacaxí na taça



Minha intenção hoje, era a de preparar um doce típico do Nordeste brasileiro, mais precisamente da Bahia, que eu nunca havia comido, que me recomendaram praparar, visto que é muito popular por aquelas bandas e muito saboroso.
Mas, como sempre, eu tive que mudar alguma coisinha.......
A receita original diz para utilizar tapioca em grãos. Eu não tinha! Só tinha a tapioca hidratada, que eu havia congelado para uso futuro.
E agora?
Dei uma pesquisada. 
De fato, a tapioca hidratada é boa para preparar a tapioca de frigideira, ou a crepioca, ou o pão de queijo de frigideira, mas não o cuscuz!!!!!!!!
Como eu sou teimoso, mandei bala assim mesmo.
A receita não vai ao fogo. Preparei tudo certinho, com exceção da tapioca (kkkkkkk) e coloquei na geladeira por 2 horas. A massa não pegava consistência e continuava líquida.
O quê que eu fiz?
Coloquei tudo numa panelinha e mandei pro fogo! (outra mudancinha........)
Deixei até engrossar e depois seguí a receita conforme vocês vão ler abaixo.
A consistência, depois de pronta, ficou boa, parecendo com uma geléia de mocotó (a consistência, não o gosto, heim pessoal!).
Talvez tivesse ficado melhor, se eu tivesse colocado numa forma quadrada ou retangular, desenformado, cortado em pedaços e depois passado pelo coco ralado. Teria ficado algo parecido com uma maria-mole mais consistente.
Mas ficou bom!
Gostei!
Aprovado!
Minha única frustração foi que eu fiquei sem saber qual a verdadeira consistência e o sabor!
Mas fica prá próxima!
Na próxima, vou comprar os ingredientes certinhos e preparar aquele cuscuz de tapioca!!!!!!!

Ingredientes (para 4 porções):
- 140 g de tapioca hidratada
- 2 colheres (sobremesa) cheias de adoçante culinário
- 100 g de abacaxi
- 170 ml de água
- 100 ml de leite de coco
- coco ralado a gosto

Modo de preparo:
- Coloque o abacaxí num mini-processador e triture grosseiramente.
- Coloque a tapioca e o adoçante em uma tigela e misture bem.
- Na sequência, acrescente o abacaxí triturado, a água e o leite de coco e misture tudo muito bem. Transfira tudo para uma panela e leve ao fogo alto. Assim que começar a ferver, abaixe o fogo e misture contínuamente até engrossar. Desligue o fogo.
- Aguarde esfriar um pouco e transfira para as taças.
- Polvilhe coco ralado a gosto e deixe na geladeira por 2 horas no mínimo.

Kimchijeon de mak-kimchi



É uma panqueca coreana, cujo ingrediente principal é o kimchi de acelga. 
Sempre muito fáceis de serem preparadas, as panquecas coreanas sempre são uma opção saborosa, naqueles dias que não dispomos de muito tempo para ir à cozinha preparar pratos que requerem tempo.
No caso do kimchijeon, desde que você tenha o kimchi, o resto é vapt-vupt!

Ingredientes:
- 1 e 1/2 xícara (chá) de mak-kimchi ou tongbaechu-kimchi picado
- 3 colheres (sopa) do caldo do mak-kimchi
- 2 colheres (sopa) cheias de cebola picada
- 1 ovo extra-grande batido
- 1 colher (café) rasa de sal
- 1 colher (café) rasa de ajo-no-moto
- 1 sachê de adoçante
- 3/4 xícara (chá) de farinha de trigo
- 1/4 xícara (chá) de água fria
- óleo de canola

Modo de preparo:
- Coloque numa tigela grande, o caldo do kimchi, o ovo, o sal, o aji-no-moto, o adoçante, a farinha de trigo, a água e misture tudo muito bem com uma colher.
- Na sequência, acrescente o mak-kimchi e a cebola picada e misture para incorporar.
- Pegue uma frigideira antiaderente de aproximadamente 24 cm de diâmetro e leve ao fogo alto, com 2 fios de óleo de canola. Assim que começar a esquentar, abaixe o fogo e despeje a massa uniformemente sobre toda a frigideira, se necessário, com o auxílio de uma colher, e deixe fritando por aproximadamente 3 minutos ou até que a parte inferior esteja dourada.
- Neste momento, com o auxílio de uma espátula, vire cuidadosamente o kimchijeon para que frite do outro lado, por mais 3 minutos. Se estiver difícil de virar, corte a panqueca em quatro e vire cada parte separadamente.
- Sirva quente com molho choganjang.

Choganjang



É um molho à base de molho de soja e vinagre para acompanhar as panquecas coreanas (jeon). A panqueca é mergulhada neste molho antes de ser saboreada.

Ingredientes (para 1 panqueca de aproximadamente 20 cm de diâmetro):
- 2 colheres (sopa) de molho de soja
- 1 colher (sopa) de vinagre de maçã
- 5 g de cebolinha picada
- 15 g de cebola picada
- 5 g de pimenta dedo-de-moça picada
- 1/2 colher (chá) de adoçante culinário

Modo de preparo:
- Misture todos os ingredientes numa tigela e reserve.

06 fevereiro 2017

Abobrinhas italianas recheadas com frango e creme de ricota light



Hoje, quando fui ao supermercado, me deparei com uma novidade: creme de ricota light!
Juro, pode ser que exista há muito tempo, mas foi a primeira vez que eu ví!
Já com a intenção de preparar abobrinhas recheadas para hoje, pretendia comprar queijo fresco ou ricota para colocar no recheio, mas ao me deparar com o creme de ricota light, não resistí e tive que comprar para experimentar!
O que me chamou a atenção foram as palavras “ricota” e “light” e o que me fez ter certeza que eu compraria, foi que estava escrito “39% menos gorduras totais” (que a versão tradicional).
É um creme mesmo, muito parecido com requeijão, saboroso e não lembra em nada a insossa da ricota própriamente dita!

Ingredientes:
- 2 abobrinhas italianas de 400 g cada
- 250 g de filé de frango
- 150 g de tomate italiano picado
- 40 g de cebola picada
- 150 g de creme de ricota light
- 12 azeitonas verdes
- 1 colher (sobremesa) rasa de sal
- 1 colher (sobremesa) rasa de aji-no-moto
- óleo de canola

Modo de preparo:
- Corte o filé de frango em tiras, coloque numa panela, cubra com água e leve para cozinhar em fogo brando, por 10 minutos.
- Escorra o frango e passe pelo processador para desfiar a carne. Reserve.
- Descarte as extremidas das abobrinhas e corte-as ao meio, no sentido longitudinal e com o auxílio de um boleador, retire o miolo. Reserve.
- Coloque dois fios de óleo de canola em uma wok e leve ao fogo alto. Assim que esquentar, coloque a cebola picada. Quando dourar, coloque o tomate picado e os miolos picados das abobrinhas e misture tudo. Deixe cozinhando em fogo brando até os miolos das abobrinhas ficarem tenros.
- Na sequência acrescente o frango desfiado e o creme de ricota. Tempere com sal e aji-no-moto e misture tudo muito bem. Desligue o fogo.
- Coloque fartamente em cada metade das abobrinhas, o recheio e por fim, guarneça com 3 azeitonas cada uma.
- Coloque as 4 metades das abobrinhas sobre uma grelha de fogão e cubra com papel alumínio. Leve ao fogo baixo por 30 minutos.
- Sirva em seguida.

05 fevereiro 2017

Kimchi parte 13 - Kkakdugi sem pasta de chia



Ontem preparei mais uma leva de mak-kimchi e com o nabo remanescente, preparei um pouco de kkakdugi, desta vez de maneira mais fácil, sem a pasta de chia que eu costumo utilizar para preparar meu mak-kimchi.
Assim como o oisobagi-kimchi, o kkakdugi é um kimchi mais clean e não precisa ser preparado com a pasta - basta misturar bem todos os ingredientes! Conta ainda com o diferencial de poder ser consumido logo em seguida!

Ingredientes:
- 500 g de nabo
- 1 colher (sopa) rasa de sal
- 30 g de cebolinha
- 30 g de cebola ralada
- 15 g de gengibre ralado
- 1 colher (sopa) rasa de adoçante culinário
- 1 colher (sopa) cheia de pimenta em flocos gochugaru
- 5 dentes de alho moídos
- 45 ml de myeolchi aekjeot
- sementes de gergelim brancas a gosto

Modo de preparo:
- Descasque o nabo e corte em fatias de 2 cm de espessura.
- Corte cada fatia em cubos de 2 x 2cm.
- Coloque tudo numa bacia e acrescente 1 colher (sopa) rasa de sal. Misture tudo muito bem e deixe em temperatura ambiente por no mínimo 1 hora, mexendo ocasionalmente.
- Passado o tempo, lave os pedaços de nabo para remover o sal e deixe no escorredor, enquanto prepara os tempêros.
- Corte a cebolinha em fatias diagonais de aproximadamente 5 mm. Reserve.
- Coloque numa bacia a pimenta em flocos, o adoçante, o alho, o gengibre, a cebola ralada, o sal, a cebolinha, o myeolchi aekjeot e misture bem.
- Coloque toda a mistura sobre os cubos de nabo e misture tudo muito bem com as mãos. Se preferir, coloque em um pote ou então, mantenha na bacia. Cubra a bacia com filme plástico ou tampe o pote e deixe em temperatura ambiente para fermentar. Dependendo da temperatura e da umidade, será necessário ficar assim por 2 dias. Quanto mais quente e úmido o ambiente, mais rápido o kimchi fermentará. Preste atenção para não fermentar muito, caso contrário, ficará muito ácido.
- Após a fermentação, conserve em pote fechado na geladeira para interromper o processo de fermentação. Na verdade, a fermentação não é interrompida - sob refrigeração, o kimchi continuará fermentando, mas muito lentamente. Separe a quantidade a ser consumida e opcionalmente regue com óleo de gergelim e polvilhe sementes de gergelim brancas a gosto.

16 janeiro 2017

Gamjajeon com frango


O prato de hoje é uma panqueca no estilo coreano, feita com batatas finamente raladas e fritas até ficarem douradas. Especialidade da Província de Gangwon-do, no nordeste da Coréia do Sul, tradicionalmente é feita apenas com batatas, sal e óleo, porém, podem ser adicionados outros ingredientes para tornar o prato mais rico.
O molho que acompanha o prato, é o choganjang, à base de molho de soja e vinagre. A panqueca é mergulhada neste molho antes de ser saboreada.

Ingredientes do molho:
- 2 colheres (sopa) de molho de soja
- 1 colher (sopa) de vinagre de maçã
- 5 g de cebolinha picada
- 15 g de cebola picada
- 5 g de pimenta dedo-de-moça picada
- 1/2 colher (chá) de adoçante culinário

Modo de preparo do molho:
- Misture todos os ingredientes numa tigela e reserve.

Ingredientes da panqueca:
- 120 g de filé de frango
- 200 g de batatas
- 60 de cebolas
- 15 de cebolinha
- 10 de pimenta dedo-de-moça
- 50 g de farinha de trigo
- 1 ovo extra-grande
- 1 colher (sobremesa) de sal
- 1 colher (sobremesa) de aji-no-moto
- óleo de canola para fritar

Modo de preparo da panqueca:
- Corte o filé de frango em tiras, coloque numa panela, cubra com água e leve para cozinhar em fogo brando, por 10 minutos.
- Escorra o frango e passe pelo processador para desfiar a carne. Reserve.
- Descasque as batatas e corte em pedaços. Passe pelo processador, no ralador grosso. Reserve.
- Coloque a cebola, a cebolinha e a pimenta dedo-de-moça no processador para triturar. Pulse algumas vezes de forma que se desmanchem, sem formar uma pasta.
- Com exceção do óleo, coloque os demais ingredientes numa vasilha e misture bem. A massa deve ficar bem grossa.
- Unte uma frigideira com óleo de canola e leve ao fogo alto. Assim que esquentar, abaixe o fogo e espalhe a massa uniformemente por toda a frigideira. Quando dourar a parte inferior - aproximadamente 4 minutos, vire a panqueca cuidadosamente para dourar do outro lado. Se estiver difícil de ser virada, transfira a panqueca para um prato e depois vire-a sobre a frigideira. Se preferir, pegue porções da massa com uma colher e frite panquecas menores, de aproximadamente 10 cm de diâmetro, achatando-a com a escumadeira. Sirva quente com o molho.

09 janeiro 2017

Omelete de frango desfiado, quiabos e vagens



Hoje fui na granja comprar uma cartela de ovos extra-grandes. Quando me dirigia para o carro, me veio a idéia de preparar uma big-omelete. Deve ter ficado no meu subconsciente, pois ontem à noite, estava comentando sobre omelete com alguns conhecidos.
O recheio ficou muito saboroso e os ovos entraram para complementar o que já estava bom!
Para acompanhar, uma saladinha de tomates longa-vida e aspargos!

Ingredientes (para 3 unidades):
- 250 g de filé de frango
- 100 g de quiabo
- 100 g de vagem macarrão
- 1 colher (chá) rasa de sal
- 1 colher (chá) rasa de aji-no-moto
- 6 ovos extra-grandes
- óleo de canola

Modo de preparo:
- Corte o filé de frango em tiras, coloque numa panela, cubra com água e leve para cozinhar em fogo brando, por 10 minutos.
- Escorra o frango e passe pelo processador para desfiar a carne. Reserve.
- Corte os quiabos e as vagens em pedaços de aproximadamente 1 cm. Reserve.
- Coloque 1 fio de óleo de canola numa wok e leve ao fogo alto. Assim que esquentar, coloque o alho picado. Aguarde 10 segundos e acrescente os quiabos e as vagens. Salteie até ficarem dourados e em seguida acrescente o frango desfiado. 
- Tempere com sal e aji-no-moto e continue salteando por mais 2 minutos. Desligue o fogo, divida tudo em 3 partes e reserve.
- Pegue uma frigideira redonda anti-aderente de aproximadamente 20 cm de diâmetro, coloque 1 fio de óleo de canola e leve ao fogo alto.
- Bata ligeiramente 2 ovos numa tigela.
- Assim que a frigideira esquentar, abaixe o fogo e entorne os ovos batidos de forma que ocupem toda a área da frigideira.
- Quando o ovo estiver quase coagulado - digo quase, pois como ele não será virado, um pouco da parte líquida remanescerá - coloque uma porção do recheio no centro da omelete.
- Retire a frigideira do fogo e vá fechando as laterais da omelete cobrindo o recheio. Se não cobrir todo o recheio, não tem problema, pelo menos vire as laterais da omelete para dentro. Vire cuidadosamente, de uma só vez, a omelete da frigideira sobre o prato. Repita novamente a operação com as duas outras porções.

02 janeiro 2017

Ozouni 2017



O ozouni é uma sopa japonêsa servida no café da manhã do primeiro dia do ano, para atrair força e prosperidade. É considerado o mais auspicioso dos pratos servidos no Ano Novo japonês.
A razão pela qual o ozouni é servido nesta data, é que o arroz antigamente, era muito raro e caro e preparando o mochi pelo menos no Ano Novo, as pessoas poderiam comê-lo pelo menos uma vez ao ano. As famílias se reuniam e batiam o mochi juntos. Quando o mochi ficava pronto, eles cortavam-no em pequenos pedaços para colocar no ozouni, tendo como significado compartilhar a felicidade com os outros. Antigamente, o ozouni era uma comida muito luxuosa, com ingredientes que as pessoas não poderiam comer na vida diária. Como a maioria dos japoneses eram agricultores, preparavam oferendas a Deus no Dia do Ano Novo, para mostrar apreço pela boa colheita e desejar um futuro melhor. Tais oferendas incluiam arroz, diferentes tipos de legumes e frango, cultivados em suas próprias terras. Depois da cerimônia de oferenda a Deus, as pessoas utilizavam todos esses alimentos para fazer o ozouni. Assim, o ozouni tem vários tipos de ingredientes, um alimento sagrado que as pessoas comem no Ano Novo.
Existem centenas de tipos de ozouni, que variam de família e de região, mas o mochi não pode faltar!
Ontem preparei este delicioso ozouni, utilizando o mochi que eu preparei há uns dias atrás. Meus ingredientes não seguiram nenhuma tradição regional, apenas coloquei o que eu achei mais saboroso, portanto, alguns vão perguntar “você colocou eomuk (kamaboko coreano)?”. Sim, coloquei, pois eu não tinha nenhum tipo de kamaboko japonês no estoque!
Para acompanhar o ozouni, preparei um salmão grelhado marinado no sakê. De resto, muito pensamento positivo para que o ano de 2017 venha recheado de excelentes mudanças em minha vida!

Ingredientes (para 4 porções):
- 500 ml de água
- 8 unidades de shiitake desidratado
- 10 g de hondashi
- 1 litro de água
- 1 colher (sopa) rasa de aji-no-moto
- 8 colheres (sopa) de sake culinário
- 4 colheres (sopa) de molho de soja
- 100 g de gobo
- 100 g de cenoura
- 100 g de inhame
- 100 g de eomuk
- 10 g de alga konbu
- 12 fatias finas de alho-poró
- 8 unidades de mochi

Modo de preparo:
- Coloque o shiitake de molho em 500 ml de água, em recipiente fechado ou protegido com filme plástico, sob refrigeração, por no mínimo 3 horas.
- Descasque o gobo e corte em fatias finas, na diagonal. Deixe de molho na água para que não escureça, sob refrigeração.
- Descasque a cenoura e o inhame e corte em fatias finas, na diagonal. Reserve.
- Corte os eomuk ao meio, na diagonal. Reserve.
- Retire o shiitake da água e corte em cruz, 4 partes. Reserve o caldo.
- Corte o konbu com uma tesoura, em pedaços de aproximadamente 2 x 5 cm. Reserve.
- Coloque a água do caldo do shiitake numa panela e adicione mais 1 litro de água. Acrescente o sake culinário e o molho de soja e leve ao fogo alto. Assim que ferver, acrescente o hondashi e o aji-no-moto.
- Na sequência, acrescente o gobo, a cenoura, o inhame, o eomuk, o shiitake e a alga konbu e deixe cozinhar em fogo brando, por 10 minutos.
- Enquanto isso, coloque o mochi numa grelha para fogão e deixe grelhando, fogo brando, até incharem e ficarem dourados. Conforme vão grelhando, ficam mais leves e desgrudam fácilmente da grelha.
- Coloque o caldo numa cumbuca e guarneça com 3 fatias de alho-poró e 2 unidades de mochi grelhado por pessoa. Sirva em seguida.