17 novembro 2015

Sanduba de calabresa fresca

Virou hábito. Sempre que viajo para São Paulo e vou para o bairro do Brás, preciso passar numa barraquinha de lanches que vende sanduba de calabresa fresca. 
Há muitos anos venho só sentindo o cheirinho daquela calabresa na chapa, que entra pelas narinas e parece que vai te hipnotizando e seu corpo vai ficando mole, como se fosse guiado por aquele cheiro entorpecente…….

Mas, sempre resistí e sempre ia embora do Brás sem comer da iguaria. Não sei porquê cargas d’água, nunca aparecia uma oportunidade. As vezes eu tinha acabado de comer um doce ou um salgadinho ou um sorvete. Outras, tinha que parar o carro sem o cartão de zona azul e comprar o que eu precisava comprar, tipo  “vai num pé e volta no outro” prá fiscal não te multar. Noutras, uma mera resistência teimosa em não consumir o embutido, que é um sinônimo de gorduras maléficas para o corpo. E foi assim, por muitos anos…….
Este ano finalmente foi o ano! Foi num dia de chuva e num dia que eu não tinha cartão de zona azul também. A única vaga na rua era próxima à barraquinha de lanches, que por conseguinte, é próxima à loja que eu precisava passar para pegar umas compras. Aquele cheiro novamente invadiu o meu nariz. Como estava chovendo, as chances da fiscal da zona azul aparecer, eram mínimas. Não deu outra. Meio afobado, pedí prá mulher me preparar o lanche, enquanto eu pegava minhas compras.
Em poucos minutos, finalmente estava engolindo o lanche aos bocados! Comia com tanta vontade, tão rápido, que mal mastigava direito o banquete.
Na segunda vez, deu para prestar mais atenção no que ia dentro daquele lanche. A mulher que prepara o lanche, coloca os ingredientes tão rápido dentro do pão francês, que acho que não deu para gravar tudo: calabresa acebolada, alface picada, purê de batatas, vinagrete, maionese (não quis), batata palha. Acho que era isso. Um pouquinho de cada guarnição, nada enjoativo.
Até então, nem sabia da existência da calabresa fresca. Para mim, só existia calabresa defumada, aquela que vai na pizza. 
Voltando para minha cidade, me interessei mais pelo assunto. Nas idas e vindas pelos supermercados e casa de carnes, percebí que existem várias marcas de calabresa fresca, algumas chegando a custar o preço do filé mignon!
Como pode?????? Afinal, é uma carne gorda!!!!!
Optei em comprar um pacote de preço intermediário e de uma marca bem conhecida. Achei que fiz um bom negócio, levando-se em conta o custo-benefício:


Hoje foi o dia de prepará-la!!!!!!!!!!
Fritei os gomos na wok com um poquinho de óleo de soja, até que ficassem dourados. Depois, fatiei tudo e deixei fritando um pouco mais, até que o miolo ficasse dourado, assim eu teria mais crostinhas para me deliciar. Nota: a mulher da barraquinha não fatia a calabresa, ela só corta ela ao meio, no sentido do comprimento, como pode ser visto na foto lá em cima.
Retirei a calabresa da wok, e no mesmo óleo remanescente, coloquei a cebola fatiada para dourar, com uma pitadinha de sal. Dourada a cebola, voltei a calabresa para o wok e misturei tudo:


Coloquei o pão francês no grill. Quando ele ficou passadinho, coloquei a calabresa acebolada e completei com o vinagrete de repolho e tomates grape:

16 novembro 2015

Okayu

Okayu é um mingau de arroz muito popular no Japão, onde o arroz é cozido com uma grande quantidade de água, deixando-o significativamente macio. Não é possível fazer o okayu com o nosso arroz nacional - os grãos devem ser do tipo japonês ou para culinária japonêsa. 
Por ser muito macio e de fácil digestão, é comumente conhecido como um alimento servido para convalescentes, idosos e bebês. É o primeiro alimento sólido servido às crianças japonêsas.
Os ingredientes principais são arroz e água. Muitas vezes pode ser temperado com um pouco de sal e claro, pode ser enriquecido das mais variadas formas: ovos batidos, cebolinha picada, umeboshi, salmão grelhado. Para dar sabor ao caldo, pode-se utilizar miso ou caldo de frango ou peixe.
São geralmente preparadas em panelas de barro com tampa, denominadas donabe, confeccionadas com uma argila especial:


A relação arroz x água é muito importante, pois ela definirá o tipo de okayu e para quem será servido. Quanto menos água, mais consistente ficará o okayu e vice-versa. O teor de água mais utilizado é o chamado zen-gayu na proporção 1:5, ou seja, 1 parte de arroz para 5 de água, porém existem outras classificações, igualmente importantes:
Shichibu-gayu – 1 : 7
Gobu-gayu – 1 :10
Sanbu-gayu – 1 : 20

Quando o prato é preparado com arroz pré-cozido, chama-se zosui. Geralmente é enriquecido com caldos e outros ingredientes.

Na minha receita de okayu de hoje, utilizei a relação arroz x água de 1:7 (shichibu-gayu). Depois de pronto,  guarnecí o prato com umeboshi, gari e tsukudani de nori:


Ingredientes:
- 0.5 xícara (chá) de arroz japonês
- 3.5 xícaras (chá) de água
- 1 pitada de sal (opcional)

Modo de preparo:
- Coloque o arroz numa bacia pequena.
- Acrescente bastante água e lave rápida e superficialmente para eliminar possíveis farelos e outros resíduos.
- Descarte a água e repita a operação.
- Escorra o máximo de água possível.
- Esfregue o arroz como se estivesse sovando um pão, ao mesmo tempo que gira a bacia para que todos os grãos sejam bem esfregados.
- Transfira o arroz para uma peneira ou escorredor de arroz.
- Enxague o arroz até que a água fique totalmente limpa.
- Coloque o arroz de volta na bacia e cubra com água. Deixe descansando por 1 hora no mínimo.
- Passado o tempo, escorra toda a água e coloque o arroz na panela. Acrescente as 3.5 xícaras de água, tampe a panela e leve-a ao fogo alto.
- Quando começar a ferver, misture suavemente o arroz, para evitar que ele grude no fundo da panela. Tampe a panela e abaixe o fogo para o mínimo.
- Cozinhe por aproximadamente 30 minutos.
- Passado o tempo, desligue o fogo e deixe que finalize o cozimento no próprio vapor por mais 10 minutos.
- Acrescente opcionalmente o sal ou outros ingredientes e sirva.

Deve ser consumido assim que estiver pronto, pois os grãos tendem a chupar toda a água remanescente. Se for consumido muito tempo depois de pronto, convém acrescentar mais água e cozinhá-lo brandamente até que volte a ficar no ponto.

Vinagrete de repolho e tomates grape



Uma receita básica de tudo, costumo preparar esta variação de molho vinagrete geralmente para comer com sanduíches e pastéis.
Este molho me lembra o vinagrete servido junto com os pastéis da praia que eu frequentava na infância. Os tomates não eram grape, eram comuns. Dava uma mordida na ponta do pastél e literalmente enchia com esse molho!
Claro que ele pode ser enriquecido - cebola, pimentão, cheiro verde - fica a critério de cada um!
Fica melhor se preparado de um dia para o outro, e conforme vai sendo curtido, fica melhor ainda!

Ingredientes:
- 100 g de repolho
- 100 g de tomates grape
- 1 colher (chá) rasa de sal
- 1 colher (chá) rasa de aji-no-moto
- 1 xícara (chá) de vinagre de maçã
- 1 colher (sopa) de azeite de oliva extra-virgem

Modo de preparo:
- Pique o repolho e coloque numa tigela.
- Acrescente os tomates grape.
- Polvilhe o sal e o aji-no-moto, regue com o vinagre de maçã e por fim, acrescente o azeite de oliva.
- Misture tudo e deixe marinando na geladeira por 2 horas.

13 novembro 2015

Pausa para umas bolachinhas

Sair as 10 hs da noite prá ir no supermercado comprar um vidrinho de geléia, definitivamente, não é normal!
Minhas lombrigas estavam eufóricas. Não tive escolha. Fui.
Queria de morango...... infelizmente, não tinha. Tinha "de tudo", menos morango! Acabei comprando então, o de frutas vermelhas:


E me saciei! Ha ha ha ha ha!

Torta seca integral de banana nanica



Hoje preparei 2 receitas desta torta, uma para presentear uma pessoa e a outra para mim.
Além de ficar deliciosa, a vantagem desta torta é que ela é super rápida de ser preparada e não faz sujeira!
Assim que ficou pronta, esperei esfriar e já coloquei para gelar! É assim que eu gosto: geladinha!

Ingredientes:
- 80 g de farinha de trigo integral
- 2 colheres (sopa) cheias de adoçante culinário em pó
- 1 colher (sobremesa) rasa de fermento químico em pó
- 300 g de banana nanica
- canela em pó a gosto
- 1 ovo extra-grande
- 80 ml de leite desnatado
- 2 colheres (sopa) de azeite de oliva extra-virgem

Modo de preparo:
- Forre uma assadeira de aproximadamente 10 x 25 cm com papel alumínio e unte com azeite de oliva. Reserve.
- Misture bem a farinha de trigo, o adoçante e o fermento. Reserve.
- Bata o ovo com o leite e o azeite de oliva. Reserve.
- Em seguida, distribua na assadeira, metade dos ingredientes em pó anteriormente misturados.
- Descasque as bananas e fatie-as no sentido do comprimento. Distribua metade das fatias na assadeira e polvilhe canela em pó a gosto.
- Distribua a outra metade dos ingredientes em pó anteriormente misturados.
- Regue com a mistura de ovo batido, cuidadosamente, cobrindo o máximo possível toda a torta.
- Por fim, distribua a outra metade das fatias de bananas e polvilhe canela em pó a gosto.
- Leve ao forno alto por 30 minutos.

11 novembro 2015

Cudiguim, o retorno

Nas minhas andanças pelo shopping de carnes, eis que do nada, me deparo com o cudiguim!!!!!
Depois de mais de 5 anos e meio sem comê-lo, comprei um pacotinho congelado do produto, para deixar o meu colesterol louquinho da silva! Kkkkkkkkk

Últimamente tenho tido uns desejos estranhos……. rosbife, cudiguim……
Retorno ao velhos tempos?
Não foi preciso mais nada, só o arroz e uma salada de alface com perpino!

09 novembro 2015

Frango e drumet assados com tomates grape

Hoje preparei um franguinho assado muito delicioso! Como tinha metade de um pacote de drumet de frango em estoque, resolví incorporá-los à receita.
Os tomates grape deram o toque final.
Não deu o menor trabalho e em pouco tempo estava pronto um clássico da culinária brasileira!

Ingredientes:
- 1 frango inteiro de aproximadamente 1.5 Kg
- 500 g de drumet de frango
- 1 colher (sopa) rasa de sal
- 1 colher (sopa) rasa de aji-no-moto
- óleo de canola
- 180 g de tomates grape

Modo de preparo:
- Coloque o frango e o drumet numa caçarola, juntamente com o sal e o aji-no-moto e cubra com água. Leve ao fogo alto, assim que ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhando por 10 minutos.
- Passado o tempo, escorra toda a água.
- Forre uma forma que comporte o frango e o drumet, com papel alumínio. Unte com óleo de canola. Coloque o frango no centro e o drumet em volta.
- Junte as duas extremidades das coxas do frango e amarre-as com um barbante.
- As pontas das coxas e das asas, queimam com muita facilidade. Se preferir, cubra essas partes enrolando-as com papel alumínio.
- Regue tudo uniformemente com óleo de canola.
- Polvilhe um pouco de sal e aji-no-moto por cima de tudo.
- Cubra tudo com papel alumínio - só cobrindo - e leve ao forno alto por 1 hora.
- Passado o tempo, descarte o papel alumínio que cobriu a forma e espete com palitos de dente, tomates grape por toda a superfície do frango. Deixe por mais 20 minutos no forno, para terminar de dourar.
- Retire do forno e descarte o barbante e o papel alumínio das pontas das coxas e das asas. 

08 novembro 2015

Sanduba de rosbife


Não se trata do rosbife, ou melhor, roast beef, prato típico da culinária do Reino Unido, mas sim, o embutido, feito com pedaços de carne bovina e couro suíno.
Me remete à infância, aos lanches da escola.
Fiquei longos períodos sem comer, talvez por não vê-los expostos nos supermercados e padarias.
Quando encontrava, comprava e matava a vontade que estava no meu subconsciente. Depois, passava mais longos períodos sem comer. Um desejo estranho. Não faz falta, mas eu adoro. Quando vejo, quero. É um sabor único. Derrete, se o pão estiver quente.
Atualmente, seu preço está na mesma faixa do peito de perú.
Ontem me deu vontade, liguei para algumas padarias, encontrei.
Comprei uma bandeja e estou me deliciando!

E quando você menos espera, uma fratura de clavícula

0:00 hs do dia 28 de outubro - retornei à minha cidade, após mais de 5 horas de uma viagem extremamente cansativa, muita chuva, muita falta de visibilidade, estrada em obras…… o novo dia já havia começado mal: quando saí de viagem, havia trancado o cadeado do portão e esquecido a chave dentro de casa - portanto, estava sem a chave!
Peguei uma escada com o Jarbas, escalei o portão, pulei para dentro de casa. A chave da sala estava comigo, portanto não foi nada complicado: entrei em casa, peguei a chave do cadeado do portão, abrí-o e entrei com o carro. 
Fomos descarregando as coisas. Faltava muito pouco para terminar. Já estava ao lado do carro para pegar a última caixa de coisas, quando, sem a menor resistência do meu tênis, levei um enorme escorregão no chão molhado que é levemente inclinado e caí com o lado direito do corpo, como uma abóbora madura que se espatifa no chão. A pancada foi mais forte contra o ombro. Na hora, só sentí meu ombro estranho. Tentava mexer o braço e o ombro e com a mão esquerda, massageá-los. Algo havia saído do lugar. Se eu levantasse ou abaixasse o braço, sentia um estalo e um rangido. Quebrei algum osso, foi esse o meu primeiro pensamento.
Ainda caído, permanecí imóvel no chão. Com o tempo, meu corpo passou a tremer. Sintomas da fratura? Frio, por causa da chuva? Não sei.
Ligaram para o Jarbas, que rápidamente veio, me carregou no colo e me colocou numa cadeira. Tomei um ar e fomos para o hospital. Mediram minha pressão. Foi nesse momento que o enfermeiro olhou para o meu ombro e percebeu que ele estava com uma deformidade: percebía-se que o osso estava saltado e ao lado dele, havia uma cova na pele.
Devido ao horário, não foi possível fazer uma radiografia, teria que retornar de manhã cedo. O médico de plantão me improvisou uma tipóia, tomei uma injeção para dor, apesar de não estar sentindo dor e voltei para casa.
De manhã cedo, fui fazer as radiografias. Infelizmente, o resultado foi aquele indesejado: minha clavícula havia se partido! 


O médico então marcou minha internação para o dia 2 e a cirurgia para o dia 4 de novembro. Mandou fazer uma imobilização em oito, que é para alinhar corretamente os ombros. O enfermeiro disse que era incômodo, mas nos dias subsequêntes, deu prá levar numa boa. Me receitou analgésicos e anti-inflamatórios. Dormir, sempre de costas, não me causava incômodos e nem dor.
No dia seguinte, 29 de outubro, passei o dia em repouso, porém, levantar da cama era um verdadeiro sofrimento: sentía uma dor muito intensa em toda a região do lado direito do tórax, logo abaixo da axila. Não podia tossir e nem respirar muito profundamente também, porquê a dor se intensificava. Minha bacia também doía muito, o que dificultava muito minha caminhada.
No dia seguinte, 30 de outubro, a dor se intensificou. Mesmo tomando Codeína de 6 em 6 horas, já não conseguía, nem com muito esforço, me levantar sózinho da cama. Decidí voltar ao hospital, porquê isso não era normal. Leigo que sou, estava com muito mêdo que pudesse ter sofrido alguma lesão no pulmão, ou nessa área e também que minha bacia estivesse fraturada. Dessa vez, foi um sacrifício entrar no carro, pois mal conseguía curvar a cabeça por causa da dor. Chorei de ódio por causa dessa situação miserável em que eu me encontrava. Chegando lá, fizemos outras radiografias. Constatou-se que minha bacia não havia sido fraturada e que a dor nesse local era devido à pancada sofrida, porém….. constatou-se que a costela havia sido trincada, esse era o motivo de tanta dor naquele local. Me receitaram um sôro com Tramal, o que me custou, posteriormente náuseas extremamente fortes. Não sentia dor nenhuma na área da clavícula.
Continuei tomando Codeína e Celecoxibe até o dia da internação. Esses medicamentos me davam muita sonolência: meu prazer era ficar deitado na cama vendo TV, dormir quando me dava sono, continuar assistindo TV quando despertava. Não tinha hora pra nada.
Meu irmão Jarbas vinha me ver diáriamente e me ajudava a tomar banho. Não tenho como agradecer por tanta dedicação.
No dia da internação estava feliz, justamente por causa da internação: adoro ficar internado (não foram muitas vezes na minha vida), comendo comida de hospital e vendo TV. Há quem possa achar que eu sou louco kkkkkkkk.....
Durante os 2 primeiros dias, foram apenas alguns exames e prescrição de medicamentos. A comida estava gostosinha mas achei excessiva a quantidade de carboidratos. Dormir tranquilamente nem pensar. As enfermeiras vinham com frequência para saber do meu estado e ministrar medicamentos.
Dia 4 de novembro, 3º dia internado. Banho de gato tomado, elevei meu pensamento aos Espíritos médicos para que assistissem e intercedessem tudo o que estava por vir.
Estava aguardando em meu leito, ora olhando para a janela, ora de olhos fechados. Num dado momento, quando olho para fora, um passarinho estava preso na tela externa, tipo dessas usadas em galinheiros, acredito eu para proteger os transeuntes, no caso da queda de algum objeto de algum andar. A tela ficava a aproximadamente 1.5 m da janela. Era impossível alcançar com a mão. O pobrezinho estava preso, não dava para ver direito, se pela patinha. 
Pensei, será um aviso?
Mas peraê, aviso de quê? Tá doido, meu filho?
Um outro pássaro, maior que ele, talvez sua mãe, vinha com frequência voando próximo a ele, na tentativa de querer fazer algo para ajudá-lo a se soltar. Alertei as enfermeiras. A única reação foi: coitadinho…….
Tentou, tentou, se debatia, “sua mãe” aparecia, se debatia. E isso se repetiu de novo e de novo. Fechei os olhos. Quando abri, ele não estava mais lá. Conseguira se soltar. Caiu? Voou?
Por volta das 9:00 hs da manhã, me levaram para o centro cirúrgico. Era a minha vez. Deitei na mesa de operações, me colocaram uma máscara de oxigênio e lentamente fui perdendo os sentidos. Apaguei.
Só me lembro de estar acordando com alguém falando para mim: a operação foi tudo bem. Foi assim que despertei. Já era uma outra pessoa, com uma placa e 6 parafusos dentro do meu corpo:


Conforme meus sentidos voltavam ao normal, fui sentido dor, muita dor no local da cirurgia. E foi ficando insuportável. Ouví alguém dizer "morfina", suponho que me aplicaram morfina. Sofrí por mais alguns instantes, e a dor foi diminuindo. Foi diminuindo e dando lugar a uma enorme náusea. Me levaram para o quarto.
Depois da cirurgia, aquela dor insuportável que eu sentia na costela e na bacia, simplesmente desapareceram! Sim, como num passe de mágica! Me fazendo até achar que o médico tivesse dado um tranco e colocado tudo no lugar! Kkkkkkkk
Que nada……. foi passageiro.
Explico: minha teoria é de que devido a tantos analgésicos e anti-inflamatórios injetados na veia, isso deve ter mascarado a dor. Depois que me deram alta, o efeito foi passando, passando e dando lugar ao retorno da dor na costela e na bacia, mas em proporções bem menores - conseguia levantar da cama, muito mais fácilmente do que antes!
O Jarbas me arrumou uma tipóia, que se tornou minha companheira de carne e unha:


Sou uma pessoa muito ativa. Embora adore, ame apaixonadamente dormir, já cansou.
Hoje já aspirei o pó da casa e passei algumas roupas.
Amanhã pretendo ir até o centro de carro. Devagarzinho! Hoje entrei no carro e fiz uns testes pra ver se consigo engatar as marchas e aparentemente, não será problema. A marcha a ré parece ser uma vilãzinha, mas com a ajuda da mão esquerda, tudo se resolverá. Paro o carro um pouco afastado do centro, onde há mais espaço em vagas, estaciono sem muitas manobras e caminho o restante (com uma certa dificuldade ainda). Se esta primeira tentativa der certo, depois de amanhã, irei fazer compras nos supermercados da cidade.
E assim vamos indo né…….
Terei que retornar ao médico no dia 24 de novembro. Claro que ele não irá me liberar nesse dia, mas espero que o faça até o final do mês!

19 outubro 2015

Omuraisu de bibimbap com arroz integral

Hoje preparei um prato contemporâneo, uma mistura de japonês, coreano e brasileiro: omuraisu com bibimbap de mortadela!


Ingredientes do bibimbap:
- 50 g de mortadela fatiada
- 1 colher (sobremesa) de molho de soja
- 1 colher (sobremesa) de óleo de gergelim
- 1 sachê de adoçante
- 1 colher (café) rasa de alho picado
- 50 g de gobô
- 50 g de vagem macarrão bem finas
- 50 g de shiitake desidratado ou fresco
- 50 g de cenoura
- 50 g de ervilhas frescas
- 50 g de cebolinha
- 2 folhas de alga nori
- 2 porções de arroz integral
- sal
- óleo de canola

Ingredientes do molho Bibimbap:
- 1 colher (sopa) rasa de gochujang ou, se for improvisar, pasta de pimenta dedo-de-moça
- 1 colher (sobremesa) de óleo de gergelim
- 1 sachê de adoçante culinário
- 1 colher (sobremesa) de água
- 1 colher (sobremesa) cheia de sementes de gergelim torradas
- 1 colher (sobremesa) de vinagre de maçã
- 1 colher (sobremesa) rasa de alho picado

Ingredientes da omelete:
- 4 ovos extra-grandes
- 1 colher (chá) rasa de sal
- 1 colher (chá) rasa de aji-no-moto
- 1 colher (chá) rasa de hondashi
- 1 colher (sopa) de sake culinário
- 1 sachê de adoçante
- ketchup (opcional)

Modo de preparo do bibimbap:
- Corte a mortadela em fatias finas. Coloque numa tigela e acrescente o molho de soja, o óleo de gergelim, o adoçante e o alho picado.
- Coloque 1 fio de óleo de canola numa wok e leve ao fogo alto. Assim que esquentar, coloque a mortadela marinada e frite até que mude cor, mexendo sempre para não queimar. Reserve.
- Se as vagens não forem bem finas, corte-as em tiras finas. Reserve.
- Corte o shiitake em fatias finas. Reserve.
- Corte o gobô e a cenoura em fatias finas de aproximadamente 6 cm de comprimento e depois em palitos. Reserve.
- Corte as cebolinhas em pedaços de aproximadamente 6 cm de comprimento e depois em tiras finas. Reserve.
- Corte as folhas de nori em tiras finas de aproximadamente 3 cm de comprimento. Reserve.
- Coloque um fio de óleo de canola numa wok e leve ao fogo alto. Assim que esquentar coloque as vagens, o shiitake, o gobô, cenoura, as ervilhas e 2 pitadas de sal. Salteie por 1 minuto. Reserve.
- Numa tigela, misture os ingredientes do molho Bibimbap.
- Numa bacia, coloque o arroz, os demais ingredientes e o molho, misture tudo e reserve.

Modo de preparo do omuraisu:
- Com o auxílio de um fouet, bata os ovos juntamente com o sal, aji-no-moto, hondashi, sake culinário e o adoçante, até que fique tudo incorporado.
- Leve uma frigideira para panquecas ao fogo alto e coloque um fio de óleo de girassol. Assim que estiver quente, abaixe o fogo e com o auxílio de uma concha, verta metade da mistura espalhando-a por toda frigideira.
- Coloque uma porção de bibimbap no centro da omelete.
- Retire a frigideira do fogo e vá fechando as laterais da omelete cobrindo o recheio. Se não cobrir todo o recheio, não tem problema, pelo menos vire as laterais da omelete para dentro. Vire cuidadosamente, de uma só vez, o omuraisu da frigideira sobre o prato. Repita novamente a operação com a outra metade da mistura de ovos batidos.

Opcionalmente sirva com ketchup. Os japonêses tem o hábito de fazer desenhos com o ketchup sobre o omuraisu: